Aposta do Vitória, Jhemerson foi vendedor de bala na adolescência e explica nome diferente

Aposta do Vitória, Jhemerson foi vendedor de bala na adolescência e explica nome diferente

Fernanda Varela/Correio

Quando um menino loiro entrou em campo no amistoso diante do Atlântico, quarta-feira passada, no Barradão, era comum ver torcedores se cutucando e perguntando de quem se tratava. Pois bem, era o meia Jhemerson, de 19 anos, contratado para a base do Leão no ano passado, após boa Copa São Paulo pelo Araxá-MG.

Para muitos, era um jogo como outro qualquer, irrelevante até. Para ele, um dos principais da carreira e nada menos que o primeiro como profissional. “Desde quando tive a oportunidade de fazer meu primeiro treino, já dei a minha vida em campo. Foi muito importante para mim. Nunca faltou vontade e determinação em mim”, conta.

E, como dizem aqui na Bahia, o menino é mesmo “carne de pescoço”, teimoso. Enfiou na cabeça que seria jogador profissional e, finalmente, chegou lá. Olhe que a vida até se esforçou para que ele desistisse da carreira. “Em 2015 vivi o momento mais difícil da minha vida. Fiquei um ano parado, só treinando, e tive que procurar uns bicos, porque não podia ficar sem dinheiro. O que tinha, eu estava lá. Buffet infantil, panfletagem, vendendo bala, tudo. Pensei que não ia conseguir outro clube. Foi um momento de muita dificuldade, muito sofrimento”, lembra Jhemerson, que faz questão de reconhecer o esforço do pai para que ele alcançasse seu sonho.

E ESSE NOME?

Aliás, é daí que vem o nome diferentão de Jhemerson. Seu Emerson, pai do moleque, tem um grande amigo chamado Jefferson. “Veio dessa amizade. Meu pai disse a ele que colocaria o nome do filho de Jefferson, e ele, Emerson. Aí surgiu Jhemerson”, diverte-se.

Quando chegou no Barradão, Jhemerson, com seu estilo simpático, tomou um susto. Graças ao treinador Argel Fucks e seu perfil durão. “A gente toma um susto, porque não está acostumado ainda com o jeitão general dele, mas aos poucos vai vendo que é super gente boa. Hoje é uma pessoa que admiro, um amigo fora de campo também”, afirma.

Brincadeira, aliás, é o que não falta entre os jogadores. O garoto mal chegou e já virou alvo dos colegas. “Zé Love? Não, essa comparação aí é sacanagem. Me dizem que eu pareço com Michel Teló. Aí melhora”, diz, aos risos.

Fonte: Correio 24 horas

Foto: Moysés Suzart/ EC Vitória

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